"A investigação decorre do pedido de cooperação policial internacional para localização de uma lancha voadora que eventualmente poderá ter sido utilizada no tráfico de droga marítimo internacional", afirmou a mesma fonte do Departamento de Investigação Criminal do Funchal da Polícia Judiciária.
A Polícia Judiciária, "no âmbito da Unidade de Coordenação e Intervenção Conjunta, pediu aos outros órgãos de polícia criminal para desenvolverem os mecanismos necessários de localização e preservação da embarcação para exames posteriores", de acordo com a fonte.
A lancha, localizada na quinta-feira à noite, "não tinha droga", declarou este responsável, limitando-se a adiantar que "continuam as investigações".
O comandante da Polícia Marítima e capitão do Porto do Funchal, Pedro Amaral Frazão, acrescentou que às 21h49 de quinta-feira foi recebida a informação de que "estaria uma embarcação de alta velocidade à deriva na zona do Paul do Mar", pelo que foram desencadeados, por terra e por mar, meios para proceder à sua identificação.
"Depois de ter tido confirmação de que esta embarcação já estava encalhada e que poderia corresponder ao tipo de embarcação utilizada no narcotráfico, foi contactada a Polícia Judiciária e outras fontes de informação da Marinha e, de facto, confirmou-se que esta situação poderia estar relacionada com aquela actividade", explicou Pedro Amaral Frazão.
O responsável referiu que as condições do local "dificultaram que a embarcação pudesse ser rebocada a partir do mar", pelo que foi decidido "amarrar-se a embarcação a terra, o que foi conseguido após várias tentativas" com elementos da Polícia Marítima, GNR, PSP e mais de uma dezena de populares que "auxiliaram de forma espontânea o trabalho em curso e cujo apoio foi determinante para o sucesso da operação".
"Durante o resto da noite, entre as 03h00 e as 08h00, mantiveram-se no local agentes da Polícia Marítima e militares da GNR e uma lancha ao largo para o acompanhamento e reboque da embarcação, sem identificação, caso ela se soltasse", esclareceu Pedro Amaral Frazão.
Segundo o comandante da Polícia Marítima, esta manhã uma empresa privada disponibilizou os meios para remoção e transporte da lancha, "de 12 metros, com motores muito potentes e uma boa estrutura, mas que se encontra danificada", para a Unidade de Apoio da Zona Militar da Madeira, onde ficará estacionada a partir desta tarde.


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