quinta-feira, 9 de abril de 2009

BOMBAS DE PESCA ILEGAL REBENTAM JUNTO A GNR


Uma lancha da Guarda Nacional Republicana (GNR) por pouco não foi atingida por duas bombas que alegadamente estariam a ser usadas por alguém que exercia pesca ilegal, na noite de segunda-feira, junto ao ilhéu do Campanário.
Eram 21h15 quando uma equipa da subunidade naval de controlo pesqueiro da GNR foi surpreendida por um estrondo causado por uma bomba que embateu contra a falésia, lançando pedras para o mar, próximo do local onde estava a lancha da autoridade.
A tripulação da Guarda, que fazia patrulhamento naquela área marítima, tentou localizar a proveniência dos engenhos explosivos, mas optando por rumar por uma outra trajectória. A diligência não durou um minuto sem que fosse novamente interrompida por uma outra bomba que rebentou a cerca de 25 metros da lancha da GNR.
Segundo o comandante do Comando Territorial da Madeira, coronel Vieira Correia, o cair da noite impediu a subunidade de controlo pesqueiro de identificar, desde logo, o autor do crime. Porém, os guardas conseguiram localizar, junto ao ilhéu do Campanário, redes e outros artefactos de pesca. As bombas destinar-se-iam à pesca ilegal mas poderiam estar a ser usadas para intimidar a acção da GNR. Esse material foi apreendido à conta do inquérito que foi aberto, a par de cerca de 50 quilos de pescado, entre tainhas e bicudas.


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